Promovido pelo Pró-Vida de Anápolis, reuniram-se no dia 14 de dezembro de 1997 mais de trezentas mulheres de vários estados brasileiros, em Anápolis, Goiás, para o I Encontro Nacional "Mulheres pela Vida". Desse encontro participaram mulheres das mais diversas religiões e confissões religiosas.
Esse foi o primeiro passo para a fundação de uma entidade jurídica de direito privado, "Mulheres pela Vida", cuja finalidade é defender o valor e a inviolabilidade da vida humana, desde a concepção, sobretudo em sua fase intra-uterina.
São objetivos do "Mulheres pela Vida":
1- Mostrar à opinião pública que as mulheres brasileiras não perderam sua vocação natural à maternidade, e que repudiam o aborto como crime hediondo.
2- Fazer frente às entidades ditas "feministas" remuneradas ou não por organizações internacionais de controle demográfico que, em nome das mulheres brasileiras, intentam legalizar o aborto no país.
3- Socorrer as mulheres gestantes em tentação de praticar o aborto, convencendo-as a assumir com amor a própria maternidade.
4- Prestar assistência material e espiritual às gestantes dissuadidas de praticar aborto.
5- Em caso de razões graves que impeçam às mulheres terem muitos filhos, orientá-las sobre a regulação natural da fertilidade e
6- Promover a nível nacional uma sadia formação para a castidade, como meio de salvaguardar a família, o "santuário da vida", onde a mulher ocupa um lugar insubstituível.
Quanto aos temas tratados durante o Encontro, estes foram alguns dos pontos principais:
Na primeira palestra, sobre "A Missão da Mulher na Geração e Proteção da Vida", a irmã Fernanda Balan, do Setor Família da CNBB disse que "a maternidade confere dignidade à mulher, e também ao filho, porque a maternidade é DOM DE DEUS". E fez um apelo aos homens: "Reconheçam a dignidade das mulheres."
Na segunda palestra, sobre "A Defesa da Vida no Direito Brasileiro", a advogada de São Paulo, Dra. Ângela Datil Barbosa, citando juristas eminentes esclareceu: "Definitivamente, para o Código Civil e para o Código Penal, o nascituro é PESSOA."
Na terceira palestra, sobre "O Direito à Vida na Constituição e Legislação Infraconstitucional", o Presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Sr. Humberto Leal Vieira, discorreu sobre a protecão à vida na legislação brasileira e alertou que dentre os projetos anti-vida que tramitam no Congresso Nacional, o Projeto de Lei 20/91 é o MAIS PERIGOSO de todos, porque "camufla a verdadeira intenção de legalizar o aborto no Brasil". Ele também denunciou que "poderosas instituições anti-vida do exterior têm doado milhões e milhões de dólares para instituições brasileiras, inclusive para o Grupo Parlamentar Interamericano (GPI), e o "lobby" do aborto no Congresso Nacional, com a finalidade de promover o controle da natalidade e legalizar o aborto no Brasil.
A deputada Cecília Passarelli, de Cubatão, São Paulo, na quarta palestra, "A Política e a Defesa da Vida", aconselhou todos os presentes a filiarem-se a partidos políticos, para que estes possam INFLUIR nos projetos encaminhados às Câmaras Municipais, às Assembléias Legislativas, nos Estados, bem como ao Congresso Nacional.
Na quinta palestra, sobre "A Arte do Aconselhamento Individual na Defesa da Vida", a jornalista e professora Elizabeth Regina dos Santos Sá, integrante do Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro, advertiu que quando alguém ouvir falar que uma mulher está pensando em fazer um aborto, deve ir IMEDIATAMENTE ao encontro dela, e falar-lhe sobre o desenvolvimento do bebê no útero materno, sobre os terríveis métodos de aborto, e também sobre as conseqüências físicas, psicológicas e espirituais do aborto para a mulher.
Na sexta palestra, "Prevenção do Aborto", a Sra. Catharina Bastaens, belga, residente em Salvador, destacou que a prevenção do aborto deve começar na infância, até mesmo durante a gestação da criança, com a EDUCAÇÃO PARA O AMOR E A RESPONSABILIDADE.
Ao fim do Encontro, as mulheres assinaram um abaixo-assinado contra a aplicação de Dispositivos Intra-Uterinos (DIUs) pelo Centro Integrado da Mulher (C.I.M.), de Anápolis, bem como uma CARTA DE PRINCÍPIOS para ingresso no "Mulheres pela Vida" . Além disso, discutiram o anteprojeto do Estatuto do "Mulheres pela Vida", a ser registrado em cartório nos próximos dias.
O encontro contou com o apoio do Bispo Diocesano, Dom Manoel Pestana Filho, que também apoiou ainstituiçao do movimento "Mulheres pela Vida".