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Falemos sobre os ANTICONCEPTIVOS

Conheça os efeitos desses métodos artificiais de planejamento familiar


Escolha responsavelmente

Hoje em dia todos reconhecem o direito que têm os casais, por sérias razões, de planejar suas famílias, decidindo o número de filhos que terão, o momento e as condições adequadas para tê-los. Os pais, como transmissores da vida, devem exercer sua paternidade de forma responsável, fazendo uma escolha adequada para conseguir uma gravidez ou para espacejá-la. O casal tem o direito e o dever de se informar amplamente sobre a verdade acerca dos vários métodos que existem. Só assim estará em condições de poder escolher de maneira responsável o método que verdadeiramente contribua para o bem-estar de sua família. Ninguém deve impor, nem ninguém deve aceitar, o uso de um método de planejamento familiar, se previamente não se informa adequadamente sobre o mesmo, isto é, sobre as conseqüências boas ou más que um tal método pode ter.

Qual é a realidade sobre os anticonceptivos?

O uso de anticonceptivos, sobretudo por parte da mulher, tornou-se muito comum no mundo contemporâneo. Entretanto, a pergunta que surge e cuja verdadeira resposta nem sempre está ao alcance e nem sempre é conhecida, é se na verdade a anticoncepção é benéfica para a mulher. Esta pergunta é de suma importância, já que de sua resposta dependem tanto a saúde feminina, como a vida humana que toda mulher em idade fértil tem a capacidade e o privilégio de levar em seu seio.

Hoje em dia conhece-se uma ampla variedade de métodos de planejamento familiar, porém nem todos os métodos são anticonceptivos como muitos equivocadamente acreditam.

Anticonceptivos serão apenas aqueles métodos que impedem o encontro do espermatozóide com o óvulo. Ainda assim, os que verdadeiramente atuam como anticonceptivos não são bons. A seguir explicaremos alguns dos métodos mais comuns.

A concepção ou fecundação se dá no instante em que o espermatozóide penetra no óvulo, a partir do qual não há mais dúvida alguma de que existe uma nova vida humana.

Os anticonceptivos

Para impedir o encontro do espermatozóide com o óvulo o homem inventou diversos artifícios.

Os preservativos e diafragmas colocam barreiras para bloquear o caminho do espermatozóide, interferindo assim no processo natural da procriação. Porém estes, além de serem incômodos para manipular, podem falhar, produzir alterações psíquicas, afetar a sensibilidade e causar infecções, alergias ao látex ou lesões locais (*).

A esterilização. Mediante cirurgia são praticadas diversas técnicas operatórias pelas quais se ligam, queimam ou cortam os condutos deferentes do homem (vasectomia) ou as trompas da mulher (salpingectomia) que são os canais necessários para o transito do espermatozóide ao encontro do óvulo.

Perigos: Além da possibilidade de falha, são praticamente irreversíveis e isso pode ser causa de futuros desajustes emocionais para a mulher e seu parceiro, se muda de opinião e desejam uma gravidez. Além disso têm os riscos de toda intervenção cirúrgica, desde as reações anestésicas, hemorragias, infecções e outras, até a morte.

Os espermaticidas. Também são anticonceptivos os espermaticidas que são produtos químicos com diferentes formas de apresentação como geléias, cremes e supositórios que atuam sobre a vagina e o colo do útero para impedir a passagem do espermatozóide e, principalmente, matá-lo.

Perigos: Seu uso pode causar doenças e inflamações ou infecções podendo ocorrer que só danifique o espermatozóide sem chegar a destrui-lo, causando assim o nascimento de crianças malformadas.

Os falsos anticonceptivos

Os dispositivos intra-uterinos (DIU), tais como o ASA, o T de cobre e o Anel, são corpos estranhos de diferentes materiais que são introduzidos no útero para evitar a procriação. Atuam química e mecanicamente, impedido que o óvulo, já fecundado, possa nidar no útero. Isto é, não são simples anticonceptivos, mas às vezes antimplantatórios e, portanto, abortivos.

Efeitos abortivos: Aceleram o transporte do óvulo fecundado (ou seja de uma vida humana recém começada), através da trompa, resultando que ao chegar ao útero este não está capacitado para recebê-lo e o aborta2; produzem destruição por lisis do blastocisto (o ser humano em suas primeiras etapas de desenvolvimento)1; deslocam mecanicamente do endométrio (a membrana que recobre internamente o útero) o blastocisto já implantado;1,3,11 impedem a implantação devido a inflamação do endométrio causada pelo corpo estranho;3,11 e alteram o processo de maturação e proliferação do endométrio afetando a implantação.1,2

Perigos: É verdade que às vezes os efeitos abortivos dos DIUs podem falhar e a gravidez continua. Entretanto, esses dispositivos também têm efeitos secundários perigosos para a mulher. Podem causar tonturas (desmaios de causa orgânica) ao serem introduzidos no útero;1 pequenos ferimentos e infecções do colo do útero quando da colocação do DIU; 2 infecções no trato reprodutor que podem levar a um estado infeccioso, à obstrução tubária e à esterilidade. Algumas vezes essas infecções podem ser tão graves que podem levar ao choque séptico e à morte. 2,5 Também podem incrustações e perfurações cervicais, bem como perfurações do útero que levam a uma operação com todos seus riscos e a uma possível esterilidade;2 sangramentos intermenstruais e menstruações muito abundantes que podem causar anemia e déficit de ferro;1 gravidezes ectópicas que ao se romper levam à hemorragia interna e à morte, se a mulher não se submete a uma intervenção cirúrgica de imediato.2

Os anticonceptivos orais ou pílulas são comprimidos que contém hormônios que podem ter vários efeitos na mulher, ou seja alterando o ciclo menstrual feminino ou impedindo a ovulação. Além disso causam mudanças no muco que se produz no colo do útero, de tal modo que o orifício é obstruido e impede a passagem dos espermatozóides, tendo em ambos os casos um efeito anticonceptivo.

Efeitos abortivos: Também atuam produzindo mudanças no endométrio uterino que impedem o óvulo, já fecundado, aninhar-se, sendo este efeito antimplantatório e abortivo. É impossível determinar quando atuam de uma ou de outra maneira numa mesma mulher, o que pode acontecer. Quando as pílulas têm doses menores de 100 mg de estrógenos já não são capazes de impedir a ovulação, mas a criatura concebida é abortada antes da implantação com doses menores de 20 a 25 mg de estrógeno combinada com menos de 1 mg de progesterona, atuando em diferentes níveis.2,9,10 Os estrógenos produzem hipermotilidade, assim ao chegar o óvulo fecundado (a nova vida humana) demasiado tarde ou demasiado cedo ao útero, o endométrio não está preparado adequadamente para que se implante.2,11

Perigos: As pílulas e os demais anticonceptivos hormonais podem também causar gravidezes ectópicas, esterilidade por atrofia ovariana, transtornos psíquicos, transtornos circulatórios e a coagulação do sangue que causam acidentes de tromboses cérebro-vasculares, coronários, de extremidades, oculares, embolias e infartos nos diferentes órgãos podendo levar à morte.2 Além disso podem causar manchas escuras na pele (cloasma), enfermidades do fígado (hepatopatias), nódulos e câncer de mama, dores de cabeça (cefaléas), aumento dos lipídios no sangue, especialmente dos triglicérides, aumento de peso, ectopias do colo uterino que predispõem à inflamação do colo do útero (cervicites), envelhecimento do colo uterino que leva à infertilidade, agravamento da hipertensão arterial, transtornos menstruais e transtornos no sistema imunológico, por isso que usa a pílula é mais propensa a adquirir varicela e enfermidades de transmissão sexual.1,2,4

Os implantes, como o Norplant, e os injetáveis como o Depo-Provera têm o mesmo mecanismo de ação abortiva que a pílula. Tanto um como o outro têm apenas progestágenos.

Os implantes, como Norplant, além de todos os efeitos secundários anteriormente citados, têm os riscos de uma pequena cirurgia a que tem de se submeter a mulher para implantá-lo, e sobretudo as complicações quando se retira, operação que resulta sempre muito trabalhosa. Por outro lado, o uso do Norplant manipula a mulher durante um tempo muito prolongado.12

O Depo-Provera acelera o desenvolvimento de cânceres da mesma maneira das pílulas. Um grande número de mulheres vietnamitas, refugiadas em Hong Kong, sofreram grandes efeitos colaterais como resultado desses injetáveis.

Anticonceptivos pós-coito

Os “anticonceptivos pós-coito” constituem uma forma de “evitar” a procriação baseada na falta teoria de que a gravidez começa com a implantação e não coma fecundação. Baseando-se nesta idéia errônea é que lhes dão o nome de “anticonceptivos pós-coito” ou “de emergência”, quando na realidade trata-se de um aborto. Para conseguir esse objetivo utilizam diferentes métodos.

Um desses métodos é a inserção de dispositivo intra-uterino (DIU), dentro dos cinco dias posteriores ao ato sexual ou coito sem usar nenhum métodos anticonceptivos.

Um outro “anticonceptivo pós-coito” é a utilização de 600 mg de RU 486 nas 72 horas posteriores à relação sexual; ou a utilização de estrógenos, progestágenos, andrógenos ou a combinação de estrógenos e progestágenos nas horas posteriores ao coito. A “pílula do dia seguinte” é tipicamente o “anticonceptivo pós-coito”.

Em todos estes métodos o que se busca é evitar a implantação do óvulo já fecundado, por isso são métodos abortivos.

Conclusão

Com esta informação, você se deu conta de que todos estes são métodos artificiais de planejamento familiar, que atuam de forma antinatural e não são seguros. Requerem manipulação ou introdução de substâncias ou corpos estranhos no organismo e podem ter efeitos danoso e riscos indesejáveis.

Por outro lado, o aborto jamais pode considerar-se um métodos de planejamento familiar e muito menos um anticonceptivo, pois o aborto consiste em extrair do útero uma criança já concebida nas fases iniciais de seu desenvolvimento, fazendo o uso de diferentes formas de violência. Interromper uma gravidez por qualquer das formas possíveis para privar da vida a um pequenino ser humano vivo, inocente e incapaz de defender-se, é um crime.

A melhor alternativa

Não esqueçamos que o homem e a mulher se realizam em plenitude, na entrega generosa que fazem de si mesmos ao se unirem no ato conjugal, no qual, além disso, são capazes de transmitir a vida. União e capacidade reprodutora são, pois, dois aspectos inseparáveis do ato conjugal. Não podem ser moralmente aceitos como bons os métodos de planejamento familiar que, como os artificiais, interferem de diferentes formas entre ambos os aspectos e com isso atuam conta a própria natureza do ato conjugal.

Você deve saber que existem outras formas de planejamento familiar exercendo-se a paternidade de maneira responsável. Nos últimos trinta anos o desenvolvimento científico tornou possível conhecer profundamente a natureza da mulher e poder empregá-la para conseguir ou espacejar uma gravidez, quando existem razoes sérias, ao poder identificar os dias férteis de seu ciclo. Trata-se dos métodos naturais de planejamento familiar.

Os diversos métodos naturais que hoje existem para espacejar os nascimento, oferecem um alto índice de segurança, são fáceis de aprender, contribuem para a comunicação entre os esposos e não têm efeitos prejudiciais. Solicite à Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família - PROVIDAFAMÍLIA o folheto sobre este tema intitulado “Métodos naturais de planejamento familiar” .


Fontes de informação: 1-Hatcher R. Atrussell J. Stewarat T e col.: Tecnologia Anticonceptiva. Edição Internacional pág. 359-369, 1989. 2-Javier Marco Bach: Métodos Artificiales de Regulación de la Fertilidad Humana. Cuadernos de Bioética pág. 37, 1991. 3-Carol Lynn: Anticonceptivos después del coito sin protección. Network en español pág. 7, Janeiro de 1995. 4-Frances French: La conexión entre la píldora y el SIDA. Living World, 1988. 5-Carol Lynn: Métodos que requieren atención especializada. Network en español pág.. 19, Outubro de 1994. 6-Federal Register, Parte 2, 11 de Janeiro de 1978 do Departamento de Alimentos e Drogas, USA. Contraceptivos orales, pág. 3224. 7-Physicians Desk Reference. Medical Economic Company Inc. Edição de 1985. 8-Felicia Stewart, Gary Stewart MD y Robert Halches MD: My Body, My Health.Consumers Union, pág. 169-70. 9-Paternidad Planificada. Solicitud de Financimiento al Gobierno de los EE.UU, 9 de janeiro de 1982. 10-Albert D. Lorencz M.D.: Como funciona la Píldora? 11-Luteranos a favor de la vida, Abortos Silenciosos, EE.UU. 12-Sarah Keller, “La progestina es muy eficaz y segura”, Network en español, Family Health International, vol. 10, nº 3, julho de 1995, pp. 4-10. 13-Marge Berer, “Controversia sobre el uso de Depo-Provera por asiladas en Hong Kong”, WGNRR Boletín 32 1990, pp. 10-12.


Edição espanhola impressa em abril de 1996 por:

Vida Humana Internacional
45 S.W. 71st Ave., Miami, Flórida 33144 - USA Tel:(305) 260-0560; FAX : (305) 260-0595; E-mail: latinos@vidahumana.org

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(Tradução da PROVIDAFAMÍLIA com autorização de Vida Humana Internacional.)

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